14 janeiro 2008

Enquanto isso, nos bastidores...

  • A questão racial nos Estados Unidos é importante, influencia, porém não determina. Barack Obama vai adquirindo maior volume enquanto candidato negro apenas na medida em que Hillary tropeça na campanha de desvalorização de seu rival Democrata. Pior para Hillary, a questão racial por lá, entre os Democratas, em quase todos os estados, tira votos de quem se mantém numa postura de ataque, não ao que está na defesa.
  • Obama defende um aumento considerável para a importação de etanol brasileiro. Motivo: diminuir a influência de Hugo Chavez e impondo um “bloqueio light” ao país Bolivariano. Bom para a economia brasileira, ruim para o povo brasileiro, péssimo para a América Latina e horrível para os trabalhadores do mundo. E olha que Obama é, entre todos os candidatos, o mais progressista. Afinal, disputa-se também o cargo de “chefe do mundo” ao se disputar a presidência do principal comandante do neoliberalismo mundial.
  • Hillary, por sua vez, é crítica feroz à forma Republicana de tratar a América Latina. Segundo ela, a importância dos países latinos foi jogada à segundo plano, e que os Democratas deverão impor um acompanhamento mais de perto. Ainda continua aquela máxima: “Republicanos fazem mal ao mundo, já os Democratas fazem o mesmo, começando pela América Latina”.
  • Bloomberg é a pedra no sapato de Giuliani. A cidade de Nova Iorque se tornou uma garota propaganda indesejável para Rudy, uma vez que o bilionário Bloomberg é quem melhor pode usar dela. A sorte de Rudy é que o eleitorado novaiorquino pressiona para que Bloomberg termine seu mandato como prefeito da Big Apple, o que alivia, mas não cura, a já cambaleante campanha do “Senhor 11 de setembro”.
  • Independentemente se foi um golpe de marketing, ou realmente um momento de fragilidade, mas o certo que o choro de Hillary não foi difícil de se produzir, pois com a agenda de campanha e o Obama mordendo seus calcanhares, o choro se torna algo praticamente “piece of cake”.

  • Aumenta a lista de apoiadores gigantes à Obama, dessa vez foi o ex-candidato John Kerry. O apoio foi dado num comício na Carolina do Sul, próximo ponto de combate antes da Superterça, uma vez que Michigan foi desconsiderada pelo Partido Democrata.

  • Bill Richardson está fora do páreo, renunciou recentemente. Ele se junta a Dodd e Bidden na condição de cabo eleitoral para outro candidato, provavelmente Obama.

  • Brincadeira de internauta: Huckabee ganhou em Iowa, motivo: apelou para o Chuck Norris.

  • Estranhamente, ninguém comentou nada sobre a libertação dos reféns das Farc e da vitória de Hugo Chavez enquanto mediador. Muito menos sobre uma reclassificação das Farc de grupo terrorista para movimento beligerante.

  • Outra brincadeira, agora de intelectual de boteco: perguntaram para Hillary e Obama quais são os presidentes Latino-Americanos que mais admiram. A resposta de Obama: Lula! A de Hillary: Eu!

Ósculos e amplexos

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