24 janeiro 2011

iCom esse presente, não há futuro

Para descobrir que não superamos ainda a ditadura militar em nosso país basta olhar para nossa polícia. É uma polícia que se orgulha de ainda usar de tortura. Uma polícia que é extremamente simpática com poderosos criminosos ao mesmo tempo em que se é extremamente cruel para com os jovens e trabalhadores.

Um certo policial me disse uma vez: - o pior bandido é o que usa farda para roubar. Concordo com ele, esse bandido merece a pior das penas que o ordenamento do país possui. O problema é que esse mesmo policial, que se orgulha de nunca ter se corrompido na vida, leva para casa desde isqueiros até mesmo bicicleta do "marginal" que outrora foi por ele abordado. E, sabendo que se trata de um tipo de corrupção diz: "mas é do indigente, o cidadão eu respeito".

Um colega foi acusado de tentativa de homicídio por uma pessoa com crise esquizofrênica. Pensou a pobre alma que, diante de um delegado, os agentes da segurança pública perceberiam rapidamente que se tratava de um surto psicótico e que rapidamente tudo seria resolvido. Ledo engano, não apenas o problema aumentou como a propina pedida para solucionar algo sem pé ou cabeça foi cara. Quase foi encarcerado por não ter trezentos reais no bolso. Mas, o traficante pelo qual o mesmo policial pede dois mil reais sairá rindo e pela porta da frente da delegacia muito em breve.

Crianças e mulheres são brutalmente assassinados diariamente em todo o Brasil, em todas as cidades, e em todos os bairros. A polícia científica trabalha em condições de, na falta de expressão melhor, uma imensa piada de mau gosto. Sobram equívocos, sobram erros, faltam estruturas e treinamentos. Mas, o escudo e o gás antimultidão já foram comprados pelo Estado para enfrentar os que se organizam para dar um basta em toda essa podridão.

Enfim, a polícia é de quem?

Por enquanto, este é apenas mais um desabafo!


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